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O que é economia colaborativa e como aplicá-la na indústria
O que é economia colaborativa e como aplicá-la na indústria
12/07/2021
Mudança ocorre sem grande alarde, mas gera muito impacto, substituindo a posse pelo acesso

A economia colaborativa -- compartilhada ou em rede, como também é conhecida -- é um movimento de concretização de uma nova percepção de mundo que se faz cada vez mais necessária e urgente. Ela consiste em um sistema em que ativos e serviços são trocados, sem gerar a necessidade da posse.

Ela representa o entendimento de que, diante de problemas sociais e ambientais que se agravam cada vez mais, a divisão precisa substituir o acúmulo. Trata-se, assim, de uma força que impacta a forma como vivemos e, principalmente, fazemos negócio.

O que pode parecer uma grande novidade, na verdade já tem antecedentes: no Brasil, povos indígenas já utilizavam a troca e o compartilhamento de bens como forma de desenvolver suas comunidades. Além deles, outras comunidades utilizaram o compartilhamento ao longo do tempo, mas foi o advento da internet e seu uso massivo que permitiu o desenvolvimento da economia colaborativa como a conhecemos hoje.

Por meio da internet, pessoas que precisam de algo podem encontrar alguém que oferece esse algo. Dessa forma, ativos físicos são vendidos como um serviço. Um dos maiores exemplos da economia colaborativa é o Airbnb: a plataforma de hospedagem permite que pessoas com quartos vagos encontrem pessoas que precisam de quartos para alugar. Outro grande exemplo é o Uber, aplicativo de transporte, que conecta motoristas e passageiros.

De acordo com o estudo The Sharing Economy, de consultoria PwC, a economia colaborativa já movimenta US$ 60 bilhões anualmente, podendo chegar a US$ 335 bilhões até 2025.

Como a indústria pode se beneficiar?

A indústria também pode ter ganhos ao fazer uso da economia colaborativa, contando com um novo modelo de manufatura: o de fábrica compartilhada.

Uma fábrica compartilhada aumenta a natureza de compartilhamento dentro da manufatura e permite que pequenas indústrias tenham suas necessidades de ativos leves atendidas sem que tenham que fazer grandes investimentos.

Nesse modelo, fábricas com maquinários ociosos podem viabilizar o negócio de pequenas indústrias que não têm o capital para modernizar sua produção. Em contrapartida, essas empresas com equipamentos parados movimentam bens de capital, os transformando em negócios rentáveis.

A economia colaborativa é um princípio que está em constante mudança. Em termos simples, isso se traduz na prática pelo uso da tecnologia para facilitar a oferta de ativos entre duas ou mais partes.


Os quatro pilares principais

usa tecnologia da informação (sistemas de TI), normalmente disponível por meio de plataformas baseadas na web, como aplicativos móveis em dispositivos habilitados para internet, de modo a facilitar as transações entre as partes;
conta com sistemas de classificação dos usuários para controle de qualidade, garantindo um nível de confiança entre consumidores e prestadores de serviços que não era possível anteriormente;
oferece àqueles que prestam serviços por meio de plataformas de correspondência digital flexibilidade na decisão de suas horas de trabalho;
na medida em que ferramentas ou ativos são necessários para fornecer um determinado serviço, ela conta com os bens dos próprios trabalhadores (casas, carros etc).


Vantagens da economia colaborativa

Um dos motivos do rápido crescimento da economia colaborativa foi a mudança de perfil sociocultural causada pela ascensão das novas gerações: os millennials (nascidos a partir de 1980) e a geração Z (nascidos a partir de meados da década de 1990).

Esses dois perfis se sentem muito mais confortáveis em acessar bens em vez de possuí-los. O Spotify e a Netflix também são reflexos disso: as plataformas oferecem o acesso a conteúdos em áudio e vídeo, respectivamente, mas sem que o usuário detenha a posse de cópias.

Portanto, aproveitar as oportunidades da economia colaborativa faz bastante sentido, considerando que essa mudança de perfil tende a se tornar ainda mais evidente na medida em que essas gerações se tornam predominantes no mercado de trabalho.

Ainda há muita discussão em torno dos impactos da economia colaborativa. O que se pode notar é que ela aumenta o acesso a bens de consumo. Também é mais conveniente e eficiente que os métodos tradicionais de comércio.

No estudo já citado da PwC, 86% dos entrevistados acreditam que a economia colaborativa é mais acessível e proporciona economias significativas de custos para os consumidores que a utilizam.





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