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Internet das coisas pode impulsionar a competitividade industrial
Internet das coisas pode impulsionar a competitividade industrial
24/07/2017
A linha de produção de uma fábrica depende de máquinas desenvolvidas para cada etapa da transformação de uma matéria-prima em produto final. Porém, poucas dessas máquinas são inteligentes e armazenam dados sobre sua produtividade. Isso faz com que a indústria trabalhe sem ser capaz de prever com precisão como serão seus resultados.

Segundo Pietro Delai, gerente de consultoria e pesquisa de infraestrutura da consultoria IDC Brasil, o parque industrial brasileiro ainda está defasado e, embora existam empresas interessadas em modernizar suas fábricas, a maioria pensa em adicionar tecnologia em apenas partes da linha de produção, e não em toda a cadeia.

A solução pode estar nas tecnologias digitais de internet das coisas. -Os sensores estão cada vez mais baratos, o que tem facilitado para as empresas investirem em um ambiente industrial todo conectado a grandes bancos de dados. Assim é possível coletar informações que antes não eram armazenadas e que influenciam diretamente nos resultados- afirma Delai.

Um bom exemplo de informações que podem começar a ser coletadas são as condições do ambiente onde o produto é fabricado. Com a instalação de sensores, um engenheiro consegue monitorar temperatura, pressão, umidade e velocidade do ar, por exemplo. A partir do momento em que são feitas a coleta e análise desses dados, é possível avaliar como as condições do ambiente da fábrica podem influenciar nos resultados finais.

Big data e inteligência artificial

Aplicativos analíticos podem determinar como esses dados serão utilizados. -São sistemas que criam uma interação mais forte, em que máquinas conversam entre si com inteligência artificial para aprender suas necessidades e se autoprogramar- explica José Roberto Soares, professor de engenharia elétrica da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Com isso, é possível determinar a melhor rota de fabricação para diminuir o número de peças com falhas, por exemplo. -As máquinas são parecidas e produzem a mesma coisa, mas uma pode funcionar melhor que outra com determinada regulagem. Essa diferença mínima entre elas é determinante para melhorar os resultados- afirma Soares.

Outra vantagem é a redução das paradas na produção. Hoje, a maior parte das fábricas trabalha com dois tipos de manutenção: a corretiva, feita quando um equipamento apresenta defeito, e a preventiva, que ocorre a partir da média de desempenho passado das máquinas semelhantes.

Com a captação dos dados e a análise contínua dos aplicativos, o mercado passa a ter um terceiro tipo de manutenção: a preditiva. -Com internet das coisas e aplicativos inteligentes, nós recebemos informações, como um aviso de quando exatamente a peça quebrará, e conseguimos planejar sua troca, o que acaba com as paradas não planejadas e permite o uso máximo da peça- explica o professor Soares.
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