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Setor de produção rumo à indústria 4.0
Setor de produção rumo à indústria 4.0
25/07/2016
Empresas do setor de produção estão caminhando para uma estratégia de produção integrada e desenvolvendo uma indústria 4.0. Essa é a principal conclusão da sétima edição da pesquisa Panorama Global do Setor de Produção 2016 (do original, em inglês, KPMG 2016 Global Manufacturing Outlook) realizada pela KPMG. Segundo o estudo, 25% dos CEOs de empresas que atuam nesse segmento disseram que já investiram em impressoras 3D e tecnologias de fabricação aditiva. Um número semelhante disse já ter investido em inteligência artificial e tecnologias de computação cognitiva.

O levantamento mostrou que o uso de robótica no chão de fábrica também tende a atrair investimentos significativos: 40% dos entrevistados da pesquisa disseram que certamente irão canalizar quantias significativas de investimentos em P&D para robótica nos próximos dois anos. A pesquisa foi realizada pela KPMG com 360 executivos de alto nível em 14 países, entre eles, o Brasil e inclue informações como estratégias de crescimento, entrada em novos mercados e desenvolvimento de novos produtos e serviços, P&D, tecnologia e cadeia de suprimentos.

-As fabricantes estão evoluindo para indústria 4.0 e tornando-se mais digitais. Os investimentos em novas tecnologias de fabricação são uma forma de aprimorar a agilidade, a flexibilidade e a velocidade para entrar no mercado quando da elaboração e do lançamento de novos produtos e serviços — elementos fundamentais para as empresas do setor de produção vencerem no mercado- afirma o diretor da KPMG, Ricardo Bacellar.

Seja investindo em melhorias incrementais para os produtos existentes, seja criando novos produtos e serviços completamente novos, o que fica claro é que as fabricantes reconhecem que precisam urgentemente aumentar seus investimentos em inovação e P&D. Nos últimos três anos, a KPMG vem monitorando as intenções de investimento das fabricantes.

O levantamento mostrou que os CEOs participantes têm planos para concretizar os objetivos de crescimento por meio de múltiplos canais. Segundo a pesquisa, eles preferem um crescimento de forma orgânica (61%) em oposição a atividades de fusão e aquisição (40%), e maior parte deles alega que aproveitará as oportunidades de entrar em novos mercados e de fazer mudanças nos pacotes de serviços e produtos atuais.

De acordo com o diretor da KPMG, Ricardo Bacellar, existem competições acirradas sendo disputadas em cada fragmento da participação de mercado disponível. -As fabricantes precisam fazer alguma coisa diferente caso queiram vencer a disputa pela participação de mercado no ambiente de hoje- esclarece.

92% dos entrevistados disseram que estão intensificando o foco na entrada em novos mercados ao longo dos próximos dois anos. 43% dizem que a principal motivação em relação a investimentos estrangeiros é capitalizar oportunidades de produção de custos mais baixos e 34% dizem que é obter acesso a novos mercados.

Já com relação aos planos de mudanças da gama de produtos, mais da metade (56%) disse que fará investimentos significativos para lançar um ou mais novos produtos no mercado e 39% disseram que investirão no lançamento de um ou mais novos serviços.
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